Estamos nas ilhas tailandesas...e a Internet aqui é MUITO mais cara que nos outros lugares!!!! Sendo assim fiquei um tempão sem escrever e agora várias coisas acumularam. Vou fazer um bem bolado.
Saímos do Camboja com intenção de já irmos para o sul, mas Bangkok era parada obrigatória entre os destinos, então acabamos decidindo que íamos passar uma noite na capital tailandesa. Acontece que conhecemos um brasileiro!!! E aí tivemos que ficar uma noite extra, rsrs.
Nossa última parada na Ásia será em Bangkok e teremos alguns dias por lá, então não tínhamos intenção nenhuma de ir pros lugares turísticos ainda. Nos hospedamos na Khao San Road, uma rua só pra mochileiro. O lugar ferve! É bar, restaurante, lojinha, fast food, joalheria, estúdio de tatuagem, loja de conveniência, tudo 24h!!! E por todos os lados! Parece uma 25 de março com relação ao visual de tanta coisa que tem, mas é muito melhor! Perde-se um dia ali sossegadamente, ainda mais quando a comida das barraquinhas de rua são boas e baratas! É muito Pad Thai (prato típico), Kebab e Banana Pancake!
Passamos as noites com nossos novos amigos que fizemos no ônibus: Konstantin (Alemenha), Mauricio (Itália) e Marcelo (Brasil). Todos muito gente fina. E o italiano era a cara do Lenine...feio igual!!!
Os meninos já tinham ido embora e nosso ônibus para as praias só saia a noite, então aproveitamos que sobrou um tempinho e fomos fazer o Grand Palace, que acredito ser a atração principal de Bangkok. É um conjunto de templos budistas e também o Palácio Real, apesar de o Rei não morar mais lá.
Não mudou nada desde a última vez que estive lá no ano passado, mas desta vez vesti um modelito muito mais interessante!!! Aparentemente minha bermuda que cobria o joelho não era longa o suficiente para entrar no Palácio, então tive que alugar uma saia tailandesa!!! Não vou nem mencionar que ficou ridícula, mas vocês verão nas fotos que mandarei logo mais.
Nossa rota pelo sul começou pelas 3 principais ilhas do golfo da Tailândia: Koh Samui, Koh Phangan e Koh Tao, respectivamente a maior ilha, a ilha da Full Moon Party e a ilha com o curso de mergulho mais barato do mundo. São conhecidas como as ilhas do paraíso, mas a música dos Titãs grudou na minha cabeça durante a estadia nelas que preferi chamá-las de soníferas mesmo.
Koh Samui foi nossa primeira parada. Assim como as duas outras, a água é limpinha, transparente mesmo! Mas não tem nenhuma onda e o mar parece um lagão. Visitamos duas praias: Chaweng e Lamai. A primeira era meio zuada. Os corais eram muito próximos então não dava pra avançar muito no mar e muito menos nadar. E ainda por cima, tentando nadar por cima dos corais, encostei sem querer bem de leve a batata da perna em um deles e isso me gerou uma bela de uma queimadura na perna...acho que o desgraçado era venenoso! Ah, e também pisei em um pepino do mar que me cortou! Parece que minha má sorte ainda não foi embora!!! (Sem contar os outros novos desastres: um arranhão no braço, um roxo no quadril, uma batida no joelho e um roxo na sola do pé).
A segunda praia (Lamai) eram bem melhor, apesar de não ter ondas (e acho que nenhuma por aqui tem) tinha “fundura” suficiente pra nadar um pouquinho e não ficar só no sol cozinhando feito um lagarto. A única parte ruim é que nosso quarto de hotel teve um pequeno contratempo com umas baratinhas, mas nada que alguns gritos, pulos, chinelos e inseticida não resolvesse!
Foi em Samui que começamos a ver de fato aquilo que a Tailândia é tão famosa por: prostituição!
Tem uma parte na cidade que é cheia de bares, parecidos com quiosques de praia, e em cada um dele tem uma barra de ferro que as tailandesas ficam dançando provocativamente, praticamente esfregando a bunda nas caras dos gringos, geralmente os velhos! Fora os inúmeros “casais” que andam de mãos dadas durante o dia: meninas locais com seus 20 e poucos anos, com shortinho de Carla Perez e um tiozão gringo que tem idade pra ser pai, às vezes até avô, delas.
Nossa segunda parada: Koh Phangan!
Desde o fim do ano sabíamos que essa seria uma parada obrigatória!!!! É que é nessa ilha que acontece uma das festas mais famosas do sudeste asiático, a Full Moon Party! É uma festa na praia que acontece todo mês, no final de semana de lua cheia. Estávamos super animadas, mas....foi muito chata!
Tenho que tirar o chapéu e reconhecer que é uma festa bem animada, cheia de gente e por ser na praia a torna ainda mais especial, mas para mim foi praticamente uma balada da Vila UÓlimpia, ou seja, insuportável!
A começar pela música que só oferecia 3 opções: aquele black que é tudo igual, techno de rádio ou aquele eletrônico chato sempre com a mesma batida.
E depois as pessoas, aqueles europeus que parecem que saíram de uma vitrine de loja de roupa. Todos iguaizinhos, parecem terem sido fabricados em massa. Sim, os europeus são bonitos, mas depois de muito tempo vendo só eles na frente eles começam a perder a graça! As meninas se tornam simples loiras azedas e os meninos idem, só que eles andam sem camisa pra ver quem tem o corpo mais sarado.
Os bonitos fabricados de vitrine que me perdoem, mas um pouquinho de miscigenação e diferenciação é fundamental!
Meu padrões de beleza caíram por terra...trocaria fácil um corpinho sarado por uma barriguinha pensante!
Mas claro, isso tudo é só a parte estética...obviamente não foi isso que tornou a festa chata, mas é que além de serem todos iguais ainda tinha um plus negativo: todos na festa tinham por volta de seus 20, 25 anos...mas se portavam igual adolescentes de 17 anos. Frustante.
Acho que eu é que estou ficando velha e chata demais antes do tempo...
Bom, festa à parte....fizemos um passeio que deu a volta na ilha, visitamos uma cachoeira e fizemos um pouquinho de snorkeling também. Depois zarpamos pra última ilha do golfo: Koh Tao.
Koh Tao é famosa por ter os cursos de mergulho mais em conta do mundo, além de ter boa visibilidade e uma grande barreira de corais.
Os dois primeiros dias passamos só curtindo a praia (novamente não dava pra nadar e a água é MUITO quente, quase uma sauna) com 3 brasileiros que conhecemos na balsa: o Marcelo, o Leandro e a Mariana, todos de São Paulo, estavam morando na Austrália e agora estão de malas prontas pra voltar à terrinha.
Ontem fizemos, ao invés do curso, uma pré-curso. Meio dia com teoria e um mergulho de até 7m de profundidade. Nosso instrutor foi o Alberto, um espanhol muito doidão, mas que ensinou o básico pra gente se virar na água!
No começo da descida meu ouvido sentiu bastante a força da pressão, mas depois consegui acostumar e curti demais o mergulho! Nossa, o mar daqui é de um azul fenomenal, e os peixes e corais são lindos, todos coloridos!!! Muito diferente de fazer snorkeling, quando é mergulho o legal é chegar bem pertinho, ir lá no fundão, nadar junto com os peixes e só curtir a beleza!
Depois de ter morado 4 meses em um navio ao redor do mundo essas balsas que eu ando pegando por aqui nem coçam o meu estômago. Oficialmente eu, que passava mal só de ficar em cima de uma bóia, não passo mais mal em alto mar.
Mas, infelizmente, em baixo do mar eu ainda me mantenho com a mesma sensibilidade de antes! Apesar do mergulho ter sido as mil maravilhas, quando eu subi de novo pra superfície já senti direto uma dor de cabeça e enjôo. Resultado: a Silvão decidiu fazer o curso inteiro e tirar o certificado e eu, pelos próximos 3 dias, vou ficar só aqui curtindo o mar à distância.
Enquanto a galera fazia o segundo mergulho eu voltei pro esporte mais calmo: o snorkeling mesmo! Onde eu fico ali, só na superfície, sem enjôos! E este foi muito bom mesmo, a visibilidade estava ótima e apesar de eu estar só em cima conseguia ver tudo lá no fundo...até uma raia!!! E um tipo de barracuda que tinha um dentes enormes que me fizeram sair dali rapidinho.
Mas o saldo foi super positivo: o mergulho e o snorkeling foram ótimos. E eu, que nesta viagem ainda não consegui ver um céu estrelado de deixar de boca aberta, matei a vontade em baixo do mar.
A comparação é inevitável. No meio da imensidãode de um mar azul celeste (o “céu”) cheio de pequenos peixes brilhantes nadando em bandos (as “estrelas”) nunca imaginei que um dos céus mais bonitos que veria seria embaixo da água.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
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